Mudanças
Lembre-se a vida é sempre incerta. Somente o que está morto é certo, é sólido, é fixo. Tudo o que está vivo muda e se movimenta, é fluido, líquido, flexível, capaz de se mover sem qualquer direção.
Quanto mais você se torna seguro, mais está perdendo a vida.
Viver é arriscado e morrer não tem nenhum risco. Viver é sempre perigoso, porque viver significa conviver com o desconhecido. Morrer é muito, muito seguro. Na verdade, não há nenhum lugar mais seguro para o homem quanto ao túmulo. Nada mais pode acontecer em uma pessoa que está em um túmulo. Nada mesmo pode acontecer, nenhum acidente, nenhum erro, nenhum azar. Esta é a segurança do túmulo. E as pessoas tem desejado tanto a segurança que elas mesmo prontas para morrer entre elas.
Deseje a insegurança pois é desejar a vida. Busque a insegurança, procure os caminhos ainda não trilhados e navegue por mares ainda não navegados, porque este é o caminho da vida.
Quando as mudanças começam a ocorrer as pessoas ficam com medo. Então, algumas vezes, elas se agarram às misérias, porque elas lhe parecem familiares.
Mas o crescimento é sempre um jogo arriscado. A pessoa tem que perder aquilo que conhece em troca de algo que ainda não conhece em troca de algo que ainda não conhece. Tem que perder aquilo que está em suas mãos em troca de algo que ainda não está.
Na vida real não há nenhuma segurança, nenhuma promessa, nenhuma garantia. Exceto a certeza da morte. Esta é a beleza da vida real. E por isso que há tanta emoção.
A vida só é alcançada por um alto preço. O risco é o preço.
Se você observar as pessoas, verá muita gente buscando um tipo arriscado de vida, à sua maneira. Essas são as pessoas vivas. As outras já estão mortas. Podem ser sepultadas mais tarde, mas já estão mortas.
Em geral, as pessoas morrem em torno dos trinta anos e são sepultadas por volta dos sessenta ou setenta. Leva quarenta anos para os outros perceberem que aquelas pessoas estão mortas.
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