No momento em que você entra nesta cilada,
Sua vida se transforma,
Anos e anos você vive.
Muitas vezes não percebe.
E a corrente simplesmente se estende.
É longa, muita longa,por que não dizer infinita?
Mas um dia você acorda
E a realidade já tomou conta da sua vida.
O que lhe resta?
As dores, as lágrimas, as anemias,
As chagas, as profundezas de um abismo,
Um poço sem fim.
Você que um dia entrou nesta corrente sem perceber,
Por um minuto de prazer,
De bobeira, descuido ou simplesmente por amar e confiar,
Cuidado, ela não avisará.
Quando descobrir
Quem lhe passou um elo dessa corrente maldita
Talvez entre vós, não mais esteja.
E você olhará à sua volta,
Apenas um “machado” para quebrar sua corrente.
Mas será em vão,
Ela só tem emendas para entrar,
Jamais para sair.
Quando chamar por alguém pedindo socorro,
Seus “amigos”, “velhos amigos
”Seus/suas amantes,
Não lhe ouvirão.
Você dirá: abra as algemas.
Mas são algemas sem chaves.
Meus velhos,
Meus jovens,
Antes de saber quem sois,
Escutem um alerta.
Humanos, antes de qualquer coisa,
Cuidado, não façam parte dessa corrente,
Seja como um sentinela
Não seja um elo da maldita corrente chamada AIDS.
Autora : Ivone Alves Teixeira de Souza / Telêmaco Borba - PR
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